segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A ALMA DE UMA SOGRA

Mais uma edição do meu cordel A alma de uma sogra, são 40 sextilhas, desta vez impresso pela CORDELARIA FLOR DA SERRA.
Trecho:
A ALMA DE UMA SOGRA
Se falar em sogra é
Motivo de gozações,
De críticas, até piadas,
Mentiras e discussões;
Neste cordel eu darei
Boas contribuições.
Eu como já tenho ouvido,
Histórias de todo jeito,
Certa vez escutei esta
Contada por um sujeito,
Sobre a morte duma sogra
E seu enterro mal feito.
Ele disse: — A minha sogra,
Lembro dela quando viva.
Era bem pior que o Demo
Tinha maneira agressiva,
Se cuspisse numa cobra
Matava com a saliva!
Falava de todo mundo
Não respeitava ninguém.
Batia em cara de homem
Pois sabia brigar bem,
Soldado corria dela
E o delegado também.
O seu nome era Maria,
Apelido Marião.
Era alta, bastante forte,
Seis dedos em cada mão.
Infeliz quem procurasse
Com a velha, confusão.
Se chegasse num forró
Logo a festa se acabava,
Pois o cacete comia,
Gente pelo chão rolava.
Todos hospitais enchiam
Nos dias que ela brigava.
Certa vez chegou na feira
Fazendo o maior regaço.
Bateu gente, virou banca,
Levando tudo no braço.
Fez o povo recordar
Lampião, rei do cangaço.
Um dia pegou um cara
Que dizia ser valente.
Em uma troca de socos
Quebrou-lhe dente por dente
Depois fez ele engolir
Meio litro de aguardente.
Um dono de bar ao vê-la
A sua porta fechava
Mas, ela metia o pé,
A porta abria ou quebrava,
Após beber à vontade
Ia embora e não pagava.
Eu fui forçado a casar
Com sua filha tão feia.
Sofrendo grande ameaça
Até de cair na peia,
Menina louca por homem
Ela chora e esperneia.
No dia do casamento
Não apareceu ninguém.
O padre se escafedeu,
Ela olhou e disse: — Bem!
Os dois já estão casados
Na lei de Deus Pai, amém!
Único orgulho que tinha
Ser genro de Marião
Era nenhum vagabundo
Querer me tocar a mão.
E polícia nem pensava
Em me levar à prisão.
Mas agora eu vou falar
Da forma como morreu,
O que passou no velório
E tudo que aconteceu
Com sete dias depois
De enterrar o corpo seu.
Era um dia ensolarado,
Quando bebia a cachaça
Misturada com limão,
Pois adquiriu de graça
Mas, havia uma mistura
“Para tirar sua raça”.
E foi na segunda dose
Quando Marião caiu
De costa e não levantou.
A morte lhe sucumbiu.
De onde veio, a tal cachaça?
Ninguém sabe, ninguém viu!
No dia do seu velório
Houve festa lá na praça
Havia músicas e dança,
Comes e bebes de graça.
O povo feliz gritava:
-Bendita seja a cachaça!
Eu me encarreguei de tudo
Logo depois que morreu,
Mas, quando levei na igreja,
O padre não recebeu
Nem o coveiro aceitou
Enterrar o corpo seu.

CORDEL A CABANA MALDITA


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

CORDEL DE TERROR ( COLEÇÃO A CABANA MALDITA)

O ALAMBRADOR

Na fazenda Portal Grande
A cerca estava caindo;
Os mourões apodrecendo,
O gado todo fugindo,
Há anos sem ter reparo,
O tempo só destruindo. 

CORDEL DE TERROR ( COLEÇÃO A CABANA MALDITA)

A NOIVA

Terceiro conto de horror
Neste cordel apresento,
É a história duma noiva  
Na hora do casamento
Que se viu abandonada
E chorou de sofrimento.


CORDEL DE TERROR

O pacto maligno (A Cabana Maldita)

Foi no Rio Grande do Sul
Num ano de inverno forte
Quando o velho Bruxo fez
Sua cabana no norte
Onde seus pactos malignos  
A muitos trouxe má sorte.

terça-feira, 2 de maio de 2017

AS NOVAS PRESEPADAS DE JOÃO GRILO E CHICÓ

Depois do Cordel: Presepadas de Chicó e Astúcias de João Grilo escrito por Marco Haurélio (Editora Luzeiro) Em breve pela NORDESTINA EDITORA: AS NOVAS PRESEPADAS DE JOÃO GRILO E CHICÓ.
(Capa: Jefferson Campos)


Chicó e João Grilo fazem 
Uma dupla tão perfeita:
Enquanto um pega a mentir,
Outro confirma e aceita.
Em cama feita por eles,
Até esperto se deita.

Chicó inda era criança
Quando começou mentir.
Nem as surras de seu pai
Conseguiram impedir
De tornar-se mentiroso
Sem ninguém pra competir.

Ele inventava as histórias,
Todo cheio de pantim.
E, quando alguém duvidava
Daquela história sem fim,
Ele apenas respondia:
— Eu só sei que foi assim!

O João Grilo era esperto
Desde os tempos de menino.
Entre todos os garotos
Sempre foi o mais ladino.
Em tudo se dava bem
Como quis o seu destino.

Quando ainda era criança
Fez o vigário tomar
Garapa numa coité
Que era da mãe mijar.
O padre irado a quebrou,
Depois teve que pagar.

João Grilo e Chicó nasceram
Lá pra bandas do sertão,
Conhecendo a grande seca,
Que assola sem compaixão,
Deixando o trabalhador
Às vezes sem ter o pão.

Aprenderam desde cedo
Vencer a dificuldade,
Um através da mentira,
Outro da sagacidade.
Era uma dupla fantástica
Vencendo a necessidade.

CORDELISTAS CONTEMPORÂNEOS Coletânea 2017

Cordelistas de várias regiões do Brasil em um único livro.
Uma parceria da Nordestina Editora e a Editora Veloso com Cordelistas.
Lançamento previsto para Maio.
Você pode encomendar o seu exemplar autografado com seu autor preferido.

Formato: 15X21 500 páginas
Valor R$ 50,00

Lucas Evangelista(CE)
Antônio Francisco(RN)
Bule - Bule (BA)
Chico Feitosa (CE)
José Costa Leite (PE)
Vital Macedo (BA)
Roberto Celestino (PE)
Luiz Esperantivo(PE)
Marco Haurélio (BA)
Varneci Nascimento (BA)
Cleusa Santo (SP)
José Nascimento(AL)
Nirontho Pereira (PA)
Pedro Viola (BA)
Jairo Lima (PE)
J. Lima Cordelista (PB)
Madalena Castro (PE)
Marciano Medeiros (RN)
Moreira de Acopiara (CE)
Pádua Górrion (PB)
Natal Barros de Castro (TO)
Zeca Pereira (BA)
Wilson China (PE)
Nando Poeta (RN)
Rafael Neto (SE)
Robson Batista (DF)
Ednaldo Alves (AL)
José Heitor Fonseca (RS)
José Acaci Rodrigues (RN)
José Evangelista (PE)
Cláudio Cardoso (PA)
Anne Karolynne (PB)
Altair Leal (PE)
Aderaldo Luciano (PB)
Rouxinol do Rinaré (CE)
Antônio Barreto (BA)
Paulo de Tarso o poeta de Tauá (CE)
Pedro Monteiro (PI)
Flávio Barjes (PA)
Zé Salvador (CE)
Costa Senna (CE)
Josué Araújo (SP)
Eduardo Macedo (CE)
Evaristo Geraldo (CE)
Cleber Eduão (BA)

Cacá Lopes (PE) 
João Gomes de Sá (AL)
Rita Cruz (CE)
Paulo Cordel.(BA)
Paiva Neves (CE)


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

COMO JOÃO LESO VENDEU O BISPO ( Autor: Leandro Gomes de Barros)

Trecho do cordel:

A velha mãe dele disse:
— Meu filho, eu não lhe embelezo 
E não me confio mais
Nem no rosário que rezo,
Você veja aquele padre,
Não seja como João Leso.

Disse a velha: — Vou pedir-lhe
Para ele confessar-me,
No ato da confissão,
Eu hei de desenganar-me,
Outro João Leso daquele
Nunca mais há de pegar-me!

Ela no confessionário
Ao vigário confessou
Que tinha contos de réis,
De um estrangeiro roubou,
Tinha a bolsa junto dela
E ao vigário entregou.

— Filha do meu coração,
Exclamava o confessor,
Não sujarás minhas mãos,
Seja que quantia for,
Pois o ouro da traição
Pertence é ao traidor!

O vigário disse a ela:
— Vá entregai-o a seu dono,
Eu não pego em uma peça.
Inda achando em abandono,
Pois a justiça do céu
Chega sutil como o sono.

Disse a velha: — Eu me envergonho
E isso me perderá.
Quando o senhor padre for,
O dê de esmola por lá.
O vigário respondeu:
— Deus me defenda de “tá”!

Eu guardarei o segredo
E vou ordenar-lhe um meio,
Pegue a quantia roubada
E despache-a no correio,
Mande entregá-la a seu dono,
Não diga de onde veio.

Ora, o velho italiano
Conhecia pela pinta,
Ia deixar dois mil contos
Para sujar-se com tinta?
Terça -feira ele sonhava
O que ia haver na quinta.

Cordel por apenas R$ 5,00 frete incluso.



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

RESUMO BIOGRÁFICO DE ANTÔNIO TEODORO DOS SANTOS (O POETA GARIMPEIRO)



O centenário de Antônio Teodoro dos Santos ( O Poeta Garimpeiro) não passará em branco, este cordel escrito por mim contou com a colaboração do poeta e pesquisador Marco Haurélio e dois familiares de Antônio Teodoro: Maria Lúcia (filha) e Carlos Alberto (neto),

Seguem as primeiras estrofes:

Garimpando grandes nomes
Entre o cordel brasileiro,
Lembro Antônio Teodoro,
O Poeta Garimpeiro,
Com suas pérolas impressas
Na Prelúdio e na Luzeiro.

As pérolas de seu garimpo
Seguiram a trajetória,
Sendo impressas em papel
Com aceitação notória,
Cantadas de boca em boca
E guardadas na memória.

(59 sextilhas) Valor 5,00 com frete incluso.
Quem deseja adquirir entre em contato: nordestinaeditora@gmail.com

sábado, 2 de abril de 2016

A LENDA: O CEMITÉRIO DOS BARBOSA EM CORDEL

O CEMITÉRIO DOS AMANTES
Zeca Pereira e
José Heitor Fonseca.

Chamo atenção do leitor
Ao caso que vou narrar
Sobre a praga de uma mãe,
Quanto mal pôde causar
Na vida de um casal,
Tão feliz e jovial,
Com o sonho de casar.

Nas palavras há poderes,
Muita gente já tem dito,
Mas nem todo mundo lê
Conforme já foi escrito.
O mal na vida aparece
Quando alguém o fortalece
Com as frases do maldito.

Em Caçapava do Sul,
Fato estranho aconteceu:
O céu límpido e muito azul,
Nem nuvem apareceu.
A data foi a seguinte:
Mil oitocentos e vinte,
Ano em que o caso ocorreu.

Lá nas bandas do Pinheiro,
Havia uma grande estância,
Mas, morrendo o estancieiro,
Acabou-se a prestância.
Pois ficou sua viúva,
A Maruca Bocaiuva,
Era um mar de arrogância.

Dona de bastantes terras,
E diversos agregados
Costumada a fazer “guerras”
Contra seus subordinados.
Não respeitava ninguém,
Como nunca fez o bem
Aos pobres necessitados.

Quem deseja adquiri o cordel: custa apenas R$ 7,00 com frete incluso, (formato 11 X 15 com 16 página em 120 estrofes)   WhatsApp 77 99905-0818 (VIVO)

quarta-feira, 16 de março de 2016

O TESTAMENTO DA CIGANA ESMERALDA, Em breve nas bancas de cordel !

O TESTAMENTO DA CIGANA ESMERALDA

LEANDRO GOMES DE BARROS

— Queres saber tua sorte
Para tua proteção?
Estuda o livro de sonho
E presta muita atenção,
Aprende ler tua sina
Nas linhas de tua mão!

É a cigana Esmeralda
Quem dá o apontamento.
Com um príncipe da França
Foi feito o seu casamento.
Vamos ver o que ela diz
No seu grande testamento.

É um testamento achado
Por um bando de ciganos
Que andou toda Europa
No correr de muitos anos
E no rancho de Esmeralda
O descobriu entre panos.

Esse bando de ciganos
Veio depois ao Brasil
Trazendo esses papeis
Escondidos num barril.
Aportou aqui em quarenta,
A quinze do mês de abril.



Pedidos: nordestinaeditora@gmail.com