O CORDELISTA TEM QUE MORRER

Pode-se iniciar esse texto dizendo que é com certa ousadia, mas também lucidez que o poeta baiano Zeca Pereira, como é conhecido há tempos, na cidade de Barreiras, arrisca sua primeira aventura no terreno movediço da prosa. Ele, um amante confesso da literatura de cordel e que já desfruta de uma longa intimidade com os versos, resolve, de repente, sair da sua zona de conforto para atravessar a fronteira do gênero literário e adentrar, sem pedir permissão, no reino da prosa. Tranquilo, portanto seguro de que não dá um passo maior que a perna, neste seu pequeno e modesto romance de estreia, o autor, de uma forma a esbanjar espontaneidade, revela as cores do cotidiano de sua cidade, presente nos costumes e nos falares de sua gente, apresentando-nos o polêmico poeta Zé do Cordel que, por meio de alguns versos de improviso, coloca-se nas mais variadas confusões. Trata-se de um romance divertido, com diversas pitadas de humor, garantindo uma leitura fluente e desinibida. Convido a você, caro leitor, a embarcar comigo e conhecer as peripécias desse incomum protagonista.

Comentários